Desde o domingo o Diário Catarinense tem publicado todos os dias reportagens sobre as irregularidades da concessão da empresa espanhola Arteris em relação aos pedágios em Santa Catarina. As matérias tem alertado sobre as irregularidades, pois venceu a licitação ao preço de R$ 1,00 prometendo diversas melhorias no edital e que não foram cumpridas. Com um preço abaixo do valor do mercado conseguiu vencer a concorrência agindo de má fé, pois não fez as melhorias prometidas. Atualmente o pedágio é de R$ 1,70, valor considerado muito superior. Segundo cálculos de especialistas o ganho de 15% acima dos valores durante a concessão de 25 anos rouba dos consumidores cerca de R$ 796 milhões com a conivência da ANTT. E agora como ficarão os consumidores roubados?? Sempre fui contra os pedágios que usam das estradas construídas com dinheiro público, não fazem melhorias e exploram os consumidores aproveitando-se da inércia das agências reguladoras. No México, a Arteris está na justiça pelo mesmo tipo de procedimento. E agora???
quinta-feira, 4 de abril de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Yoani Sánches
Um dos assuntos mais debatidos na mídia brasileira dessa semana foi a passagem da blogueira cubana Yoani Sánches no Brasil. Depois de várias negativas de deixar Cuba e conseguir o passaporte que permitisse sair da pequena ilha caribenha. O que julgo difícil compreender é que em duas ocasiões, para passar o filme "Conexão Cuba-Honduras" e num debate em São Paulo, ela foi impedida de participar devido as manifestações pró-regime dos irmãos Castro. Tenho uma visão de esquerda mais ligado ao social, agora impedir que a blogueira cubana fala do seu país e de criticar o regime de Fidel e Raul Castro é outro papo. Se a democracia permite a divergência e a discussão de idéias, algo que foi proibido na fala de Yoani Sánches é inadmissível, acusada pela extrema esquerda de mercenária, pró-EUA, vendida e adjetivos desse naipe. Pena! Perdemos a chance de ouví-la nesses dois episódios lamentáveis. Ainda fico com a frase de Voltaire "Posso não concordar com nenhuma palavra que você disser, mas defenderei até o último momento, o direito de dizê-las."
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Novo ano sem promessas
Acabei de ler a excelente edição da revista Ultimato do bimestre janeiro\fevereiro de 2013 e o artigo que falava da pesquisa de que 97% das pessoas simplesmente não cumpriam as promessas feitas para o ano novo. Resolví, simplemesmente não fazer nenhuma promessa para o ano de 2013, mesmo antes de ler a revista. Impossível não ouvir falar nesse período de quem vai começar a fazer uma dieta, começar aquele curso novo que tanto esperava, guardar dinheiro para uma casa ou carro, fazer uma viagem, começar a namorar ou casar, conseguir um tão sonhado emprego, entrar numa faculdade, passar num concurso, a lista é infinita. Da minha parte, acho que ninguém precisa esperar um final de ano para propor mudança como se a vida começasse no dia 1 de janeiro ou seria da dieta começar na próxima segunda. Podem ter certeza não pulei 7 ondas na praia, não me arrumei nem de ouro, nem de vermelho, nem de branco, nem joguei flores ao mar. Quanto à isso, passa por minhas crises, mas não deixo de acreditar na soberania de Deus do que nas superstições e crendices que ficam cada vez mais explícitas em cada final de ano, ainda mais se você mora no litoral, como é o meu caso. Não compartilho (palavrinha usada tanto em tempos de facebook!) da visão mágica do brasileiro defendida pelos estudiosos da religião que preferem fazer mais uma "fézinha na sorte" como numa loteria do que estudar e trabalhar (claro, isso exige mais esforço do que fazer um jogo na loteria da esquina!). Estou longe de ser bom em matemática, mas tenho certeza de que passar no vestibular de medicina da USP sem estudar é "mais fácil" do que acertar na Megasena segundo as estatísticas. Não quero contribuir para os 97% das promessas não cumpridas, nem procrastinar o que eu posso resolver.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Futebol e ditadura
Em 1976, a equipe uruguaia de futebol do Defensor se tornou campeã do país derrotando os tradicionais Penarol e Nacional e dando a volta olímpica ao contrário por conta das ideias do técnico De León. A Argentina foi campeã mundial de 1978 no estádio Monumental de Nunez que ficava cerca de 600 metros da Escuela Mecanica da Armada (ESMA) principal centro de tortura da ditadura portenha. Nas eliminatórias da Copa de 1974, a URSS se recusou à jogar no estádio Nacional de Santiago no Chile, local de torturas. Por esses episódios e outros mais, o programa da ESPN intitulado "memórias do chumbo: futebol nos tempos do condor" com brilhante pesquisa do jornalista e historiador Lúcio Castro é um achado sobre um tema tão pouco explorado. 4 episódios retratando 4 países diferentes: Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Esperamos que saía um DVD com todos os episódios. Os amantes da história e do futebol assim esperam.
domingo, 18 de novembro de 2012
Ilha da fantasia!
Talvez os mais saudosistas por volta dos 30 anos ou mais lembram de um seriado vinculado na Globo que se passava no Havaí que tinha o mesmo nome do título desse blog. Antes fosse escrever sobre essa amenidade, sobre revivals ou coisas assim. Não, escrevo sobre os ataques aos ônibus na ilha de Santa Catarina e no estado inteiro naquilo que os publicitários apelidavam de "Ilha da Magia" ou no "Sul maravilha" no desejo romântico de milhares de forasteiros que tinha Floripa como o paraíso na terra que tanto alardeavam aos quatros ventos a qualidade de vida e coisas do tipo. Os ataques aos ônibus, as bases policiais e o medo da população desfez o encanto da "ilha da magia". Há muito tempo já tenho a sensação que a ilha de Santa Catarina se tornou uma "ilha de fantasia". "Fantasia", no sentido, de uma cidade maquiada, turística, onde as belas praias e as belezas naturais escondem as graves deficiências na segurança pública, na educação, na saúde, no saneamento básico, na especulação imobiliária e na infra-estrutura urbana. Lembra de alguma capital do país que ficou no escuro durante 2 dias por que a única ligação entre a ilha e o continente foi cortada por causa de um liquinho (parece piada, mas não é!)? Aonde se tinha um bairro de praia como os Ingleses que com 60 mil habitantes chegou até recentemente não ter um ponto de táxi? Aonde as pessoas perdem vôos por causa da pista fechada dos jogos do Avaí? Bem-vindo a Floripa! Agora sim, com a s notícias na mídia sobre os ataques dos bandidos em represálias aos maus tratos policiais em São Pedro de Alcântara, a ilha da fantasia caiu por terra. Floripa nua e crua aparece na mídia. Sempre me impressionou como estamos preocupados com que os outros pensam sobre nós mais do que a realidade propriamente dita. Os atentados evidenciam uma realidade que era constantemente escondido, ainda mais numa cidade turística como Floripa. A máscara da ilha da fantasia caiu, a insegurança e as décadas de ausência de política públicas consistentes evidenciam a ilha real, longe da visão idílica das imobiliárias e do turismo da capital catarinense. Recebemos uma lestada de realidade!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Coisa de Brasil....
Ao meu ver no mínimo curioso a idéia de que as operadoras da Internet devem oferecer na hora da conexão, neste primeiro ano, pelo menos 20% da velocidade da conexão que prometem na hora de entrar na Internet, senão elas podem serem multadas, percentual que aumenta até 80% com o passar dos anos e que entra agora em vigor. Significa mais ou menos isso, que você paga por 10 iogurtes no supermercado, mas a lei diz que você tem que levar no mínimo 2, senão o supermercado pode ser multado. Não me espanto o motivo e a dificuldade de intelectuais como Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Hollanda, Raymundo Faoro, Gilberto Freyre, entre tantos outros de tentaram explicar o país. Essa lei é no mínimo espantosa por obrigar o consumidor à receber 20% daquilo que paga, ao meu ver deveria ser 100%. Que tal criar uma lei para o consumidor pagar "apenas" pelo a velocidade realmente oferecida (existe logística para isso?) ou simplesmente multar as empresas que não oferecem 100% do que prometem. Tente explicar essa lei para um estrangeiro e vê se ele destrincha esse enigma chamado Brasil.
sábado, 20 de outubro de 2012
A hipnose nacional com o fim da novela
Confesso que tentei evitar escrever sobre o fim da novela "Avenida Brasil". Se você pensa que escreverei sobre o fim da novela, sinto muito em decepcioná-lo. Na verdade, estou decepcionado pelo fato de ter perdido tempo gasto em frente a tv e fazer parte de uma multidão de 80 milhões de pessoas . Poderia teres gasto melhor o seu tempo conversando com um amigo, cozinhando, estudando, lendo um livro, aprendedo um idioma, namorando, escutando uma boa música, namorando ou dormindo. Preferí ir para uma pizzaria com dois amigos, degustar uma boa comida e conversar com eles que também queriam evitar a novela. Ficamos assutados que até na pizzaria que fomos, grupos olhavam hipnotizados para o fim da novela. Saiu nos jornais que até a agenda da Dilma foi alterada pela novela. Fiquei impressionado como um não-evento (ou seria evento fictício?) altera os eventos de milhões de pessoas. Nem George Orwell previa tal evento no clássico livro "1984". Uau ,80 milhões de telespectadores é mais do que o número de votos de Lula na eleição de 2002, por exemplo. É gente que não acaba mais . Difícil imaginar quanto essa Globo arrecadou com publicidade nos intervalos da novela.A indústria cultural brasileira conseguiu anestesiar grande parte da população brasileira. Total perda de tempo! Felizmente não fui um dos 80 milhões de telespectadores anestesiados porque uma boa pizzaria e uma boa conversa com os amigos valem muito mais....
Assinar:
Postagens (Atom)
